O Pif Paf
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O ano é 1964. No dia 9 de abril, é baixado o Ato Institucional, que tem, como primeira consequência, a cassação de 40 mandatos. Nesse mesmo dia, o presidente deposto João
Goulart exila-se no Uruguai. Dois dias depois, Castello Branco é eleito presidente. Nos cinemas, 007 Contra Goldfinger , com Sean Conery, e a primeira exibição de Deus e o Diabo na Terra do Sol , de Glauber Rocha. Cassius Clay torna-se campeão mundial de pesos pesados. Os Beatles fazem viagem triunfal aos Estados Unidos.
No Brasil, o ano fecharia com uma inflação de 92,1% (quase 12 pontos percentuais maior do que a do ano anterior). O ano também terminaria com 203 casos de denúncias de tortura e 20 mortes (nove suicídios) relacionadas com o regime de exceção.
No meio do redemoinho, no olho do furacão, o humorista, escritor e jornalista Millôr Fernandes lança no dia 21 de maio o tablóide Pif Paf , que durou apenas quatro meses e oito números, publicação que desafiaria, com irreverência e humor, a ditadura militar recém-instalada no país e a censura. Referência da “imprensa alternativa”, Pif Paf , influenciou jornalistas e semanários que viriam depois, como o Pasquim . Iniciativa da Editora Argumento, foi lançada Pif Paf Quarenta Anos Depois – coleção fac-similar das 8 edições da revista Pif Paf de Millôr Fernandes.

