wait a minute, Mr. Postman…

Matéria interessante da Revista da Folha, esse final de semana, sobre cartas. Cartas mesmo, de papel, com direito a selo, carimbo e tudo o mais. Se com a Internet e os e-mails pensávamos que as cartas iam para o limbo, não foi bem isso que aconteceu, contrariando as expectativas. De acordo com os Correios, em 1994 circulavam 4,6 bilhões de objetos postais e hoje, esse número dobrou. Ou seja, em vez de morrer, parece mais forte do que nunca!
De lambuja, a matéria listou 5 livros imperdíveis de correspondência literária:
Cartas a Théo
(L&PM Editores, 470 págs., R$ 22)
As cartas de Van Gogh para seu irmão Théo, escritas entre 1873 e 1890, são um clássico. Mostram o pintor atormentado diante das questões da sociedade da época.
Cartas a um Jovem Poeta
(Globo Editora, 112 págs., R$ 19)
Muita gente nem conhece a obra de Rainer Maria Rilke, mas é provável que já tenha tido algum contato com esse livro. Um jovem poeta (Fraz Xaver Kappus) corresponde-se com Rilke. Eles versam sobre criação, vida e solidão.
Correspondência Proust-Gallimard
(Edusp, 608 págs., R$ 36)
É muito interessante para entender o método de criação do escritor francês Marcel Proust. Fica nítida a evolução da arte dele e da literatura moderna, a qual ele representa.
Correspondência de Cabral com Bandeira e Drummond
(Ed. Nova Fronteira, 320 págs., R$ 39)
A pesquisadora Flora Süssekind reuniu a troca de bilhetes, cartas, poemas, telegramas e cartões entre três dos maiores poetas brasileiros de todos os tempos: Manuel Bandeira, João Cabral de Mello Neto e Carlos Drummond de Andrade. Fundamental.
J. Guimarães Rosa – Correspondência com seu Tradutor Italiano (Edoardo Bizzarri)
(Ed. T.A. Queiroz, 148 págs., R$16)
Rosa se correspondeu com todos os tradutores dele, dava palpites, mandava presentes… Com o italiano, chegavam a discutir a gênese das palavras. Importante para quem quer entender a sua literatura.
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Lu, eu amo ler correspondências! A do Guimarães Rosa com o tradutor alemão também vale muito a pena (pela Nova Fronteira) e outro dia li as cartas entre o Scott Fitzgeral e a Zelda, muito legal… ;-)