
Minha primeira experiência com Lars Von Trier foi com Os Idiotas, filme cuja principal lembrança que me deixou foi um certo enjôo contínuo por causa da dogma câmera. Depois disso, as coisas só melhoraram. Dançando no Escuro é fantástico e Dogville e Manderlay são filmaços que entraram na minha listinha de melhores de todos os tempos.
O Grande Chefe tem um tom diferente, é humor, é comédia (guardada as devidas proporções, claro). É um The Office dinamarquês (o que mostra que no fundo, escritório é igual em toda parte do mundo) com um humor que lembra o Woody Allen. Só que tudo mais bizarro, mais esquizofrênico, se é que isso é possível.
Tecnicamente, também há um aspecto engraçado. Trier utilizou um software de edição automática. Cortes e enquadramentos foram escolhidos por um computador, o que cria umas cenas engraçadas. Combina bem com o Dogma, com a vantagem de não dar enjôo dessa vez.