Mon Oncle
Ah, Jacques Tati… Eu poderia falar tanto sobre Mon Oncle, que ainda assim não teria falado tudo.
Aparentemente cômico, o filme na verdade é bem melancólico. De um lado, um mundo asséptico, moderno, tecnológico, de plástico, artificial, e do outro, o universo das casinhas, dos vizinhos, da feira de rua, do café barulhento, e entre os dois, Monsieur Hulot. Que não se encaixa na casa mais-que-modernista, que não se enquadra na fábrica de plásticos, mas que encanta a menina, que faz cantar o passarinho, enganando-o com o reflexo da janela.
Os contrastes estão em todos os detalhes, seja a fonte utilizada no letreiro da Escola e da Fábrica, a sinalização toda do mundo civilizado e asfaltado, os carros e a carroça. É como se a França fosse visitar os EUA da década de 60.
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A casa modernérrima é maravilhosa, com suas janelas que perscrutam de soslaio o que acontece lá fora e seu peixe que passa o tempo a engasgar. Mas não é nesse universo que o menino quer ficar. Ele quer a rua e as molecagens de menino, ele quer poder se sujar na poeira.
Mas nem mesmo M. Hulot escapou à tanta modernização. No final, ele é embarcado em um avião, com o objetivo de dar um jeito na vida. E assim, já não há mais ninguém na praça, homens derrubam as velhas casinhas, apenas os cachorros passam correndo. M. Hulot se foi.

Simpsons, o filme

O filme do Simpsons nada mais é que um episódio de 1 hora e meia de duração. Claro, dá para perceber recursos técnicos bem mais refinados do que o desenho da TV, mas as piadas continuam as mesmas – o que não é ruim, já que os Simpsons são engraçados mesmo.
Não é nenhum espetáculo, não traz nenhuma novidade, mas garante 1h30 de risadas.
No commentsFerry Staverman

Lindas esculturas em papel – mais uma boa dica do Obvious. Veja mais imagens lá: http://blog.uncovering.org/archives/2007/08/ferry_staverman.html
No commentsA Riqueza das Redes – terceiro debate
Hora do serviço:
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O IEA (Instituto de Estudos Avançados da USP) está promovendo um Ciclo Temático de debates em torno do livro “The Wealth of Networks” de Yochai Benkler, que está disponível, inclusive, pela Internet.
O terceiro debate ocorrerá no dia 23 de agosto, das 14:30 às 17:00, no Auditório Alberto Carvalho da Silva do Instituto de Estudos Avançados.
O tema do terceiro evento será:
A Análise Antropológica e Cultural da Produção Social:
Capítulos 5, 8 e 10 do livro The Wealth of Networks, de Yochai Benkler
Farão parte da mesa os Professores Gilson Schwartz (ECA-USP, apresentador) e os debatedores serão Marcos Lanna (UFSCar) e Martin Grossmann (ECA-USP).
Os debates anteriores estão disponíveis na Internet e podem ser acessados a partir do capítulo “Internet” da Midiateca do IEA:
http://www.iea.usp.br/iea/online/midiateca/internet/index.html
O portal http://won.incubadora.fapesp.br contém muitas outras informações sobre o livro, sobre o ciclo e serve também como um forum de debates sobre a Riqueza das Redes através do blog que lá se encontra.
A sessão será transmitida ao vivo pela Internet no localizador: http://www.iea.usp.br/aovivo e perguntas poderão ser formuladas, durante a sessão, pela Internet: iea [arroba] usp.br
Inscrições são bem-vindas pelo e-mail clauregi [arroba] usp.br . Havendo lugares
disponíveis, não inscritos também serão admitidos.
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Infelizmente ainda não consegui assistir nenhuma das palestras, mas acho que deve ser bem interessante!








