Archive for August 28th, 2007
O Grande Chefe

Minha primeira experiência com Lars Von Trier foi com Os Idiotas, filme cuja principal lembrança que me deixou foi um certo enjôo contínuo por causa da dogma câmera. Depois disso, as coisas só melhoraram. Dançando no Escuro é fantástico e Dogville e Manderlay são filmaços que entraram na minha listinha de melhores de todos os tempos.
O Grande Chefe tem um tom diferente, é humor, é comédia (guardada as devidas proporções, claro). É um The Office dinamarquês (o que mostra que no fundo, escritório é igual em toda parte do mundo) com um humor que lembra o Woody Allen. Só que tudo mais bizarro, mais esquizofrênico, se é que isso é possível.
Tecnicamente, também há um aspecto engraçado. Trier utilizou um software de edição automática. Cortes e enquadramentos foram escolhidos por um computador, o que cria umas cenas engraçadas. Combina bem com o Dogma, com a vantagem de não dar enjôo dessa vez.
Osamu Tezuka no Festival de Curtas
Não estamos conseguindo acompanhar muito bem o Festival de Curtas, o que é uma pena. O evento é gratuito, tem muita coisa boa rolando, e a única sessão que vimos até agora, com os desenhos do Osamu Tezuka, estava bem tranquilo, nada de filas quilométricas.
Sobre o Tezuka, não tem muito o que dizer. Eu sou fã incondicional do hómi, cresci vendo a Princesa e o Cavaleiro e sou leitora voraz dos quadrinhos que foram publicados aqui no Brasil. Sendo assim, não podia ser muito diferente com estes animês.
Foram 3, Broken Down Film, Jumping e Pictures at an Exhibition. É impressionante ver como ele trabalha com diferentes estilos de desenho, animação e roteiros sem perder a qualidade ou a graça. Cada história é de um jeito, contado de uma forma diferente, com uma linguagem visual própria.
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Para quem quiser ver, tem mais uma sessão de Osamu no dia 30, no Cinusp, às 19h. Veja mais infos no site do festival.
Where are you? (Are you here?)

You are here, by Johnson Banks (via swissmiss)

Ace Jet 170: an amazing blog mostly about maps and types, and other good stuff, like Penguin books.
The mission stencil story, a hyperlink story on the streets:
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“The mission stencil story is an interactive, choose-your-own-adventure story that takes place on the sidewalks of the Mission district in San Francisco. It is told in a new medium of storytelling that uses spraypainted stencils connected to each other by arrows. The streetscape is used as sort of an illustration to accompany each piece of text.”
(via Urban Outftters blog)
2 sites about interaction
- Welie.com: pattern library for interaction design (via swissmiss)
- Tá difícil: very nice blog (in portuguese) with a lot of unbelievable (or not) situations.
Plug-in side table

It’s a side table and it’s a light, you just need to plug it in. Nice idea!
By Sung-Pil Hwang, @ Yanko Design
Soft wall
Refile notebooks


I love notebooks and I have a little collection (I cannot resist, when I see a beautiful one, I wanna buy) and I love the idea of these refile notebooks. With a assortment of papers, each notebook is unique.
By Remake, @ Etsy
404 Not Found Pages
Recycled bird seed grocery bag
I love the recycled bags ’cause they’re always so full of personality! And they always have a story :) This one, for example, Hannah made with an empty bird seed package. Very nice!

via Craftzine
And I found these bags so useful! Buying vegetables and fruits are always a problem, ’cause you can’t avoid the plastic bags with no harm to the delicate products. These ones, you can wash them and reuse how many times you want.

Nossa Língua Portuguesa
Correndo o risco de parecer mais antiquada que Machado de Assis e Eça de Queiroz, eu confesso que não me agrada nem um pouco a reforma ortográfica que vai entrar em vigor. Parece que a idéia é unificar ou tentar padronizar o idioma falado nos diversos países de língua portuguesa. Mas língua não se trata assim, não? Língua se faz no dia-a-dia, na cultura, e não por lei ou decreto.
E da minha parte, acho que essas mudanças não refletem a vida de cá, mas antes despencam como novas regrinhas a serem memorizadas.
O Ricardo Freire, que escreve no Guia do Estadão, fez uma coluna bem bonitinha sobre o assunto, na última sexta: tremendasaudade.pdf



